segunda-feira, 15 de novembro de 2010

decompondo

Manha:

Como ousa invadir meu espaço?
Corpo, pernas e braços, porque roubam ate meu cansaço?
Nem o sol nem o café da manha.
Nem o abraço da minha mãe ou irmã.
O tempo arrancou de mim.
Minha alegria que não tinha fim.
Sem fôlego nem forças sou empurrado.
Há um lugar onde a alegria é fabricada e eu triste e também embriagado.
O sol começa a queimar minha pele.
Minha boca começa a secar.
A manha chega ao fim e a tarde a chegar.

Tarde:

Como ousa arrancar meus olhos?
Roubar minha lembrança.
Queimar minha esperança.
Agora vem me deitando na grama.
Para que o sol me queime. E ainda você faz sua trama.
Então vejo minhas lembranças todas pelo ar.
Minhas lagrimas vão se secando com todo o calor que não se consegue imaginar.
Neutro como um objeto de valor, bem aventurados aqueles que vivem por nada.

Noite:

Como ousa roubar minha sombra?
Deseja-se luz venha ate mim.
Desejam-se glorias?Pois bem, então é preciso de muita honra.
Pois o calor que sinto no meu peito não é de hoje.
Nesta noite que não tem estrelas.
Que não tem lua.
Faça amor não guerra.
Pois a paz é minha e sua.
Espero que ao amanhecer.
Possa-te ver sorrindo novamente.
Espero que ao amanhecer possa-te beijar.
Sem que eu me decomponha.
Pois vivo de amor, alegria e paz. E minha alma é difícil de desmanchar. 
Vivo como a luz que há de chegar. Bem aventurados aqueles que sabem viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário