O tempo corroeu desfigurou.
Foi muito cruel mesmo assim aquele ser humano o desafiou.
O menino a beira da calçada.
Dobra seu papel.
Mãos sujas olhos esbugalhados, trapos remendados.
Pois ele não é filho do coronel.
Vende-se a 50r$ centavos cada origami.
O pão que ali ganha todo dia na padaria.
Não é aquela maravilha.
Pois se quer algo bom tende-se pagar.
Pois se deseja ser feliz tem que se batalhar.
Pois na rua do fracasso ninguém é sortudo.
Na rua do fracasso todo mundo se veste de cinza.
Mulheres desarrumadas que não usam cinta-liga.
Das padarias por lá não se sente cheiro de pão.
Lá crianças não ouvem sermão.
Pois não se tem família pra dar ouvidos a eles.
E assim é a rua do fracasso.
Onde o acaso se fez um fim de mundo.
Mesmo em meio de tanta pobreza.
Onde não se vê alegria apenas tristeza.
O menino do origami traz luz.
Com seus origamis que brilham.
Faz musicas com seus pássaros de papel.
Que voam pelo céu.
E assim toda noite a rua do fracasso.
Torna-se a rua da alegria.
A rua da esperança.
Pois a paz mora dentro desta criança.
Então tudo que é simples se torna especial.
Todos ficam felizes, pois vendo toda a energia.
Dentro do menino, então a esperança cresce dentro de todos naquela rua.
Mas ao amanhecer tudo volta ao normal.
Mas uma coisa permanece.
Todos sabem que ao chegar à noite todos vão sorrir.
Pois sentiram a esperança dentro de si mesmo.
A esperança que um dia cada um por si mesmo se fará um milagre.
Como uma simples criança com olhos esbugalhados, trapos remendados.
E com papel na Mão vai moldando seu destino.
Nenhum comentário:
Postar um comentário