segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A paineira

Ao fim do inverno no inicio de um sono profundo.
Onde o tempo para e o encanto do amor me deixa mudo.
O sonho quase que real penetra na minha mente.
E você se torna real dentro de mim, nossos pensamentos entrelaçados e cada vez mais quente.

Ao inicio da primavera nossos corpos juntos como se fosse apenas um.
O vento calmo tocando a sinfonia da paixão, e nosso amor se tornando algo fora do comum.
Estamos deitados, amarados, sufocados, embriagados.
Apenas a paineira é testemunha do romance que nos deixa cada vez mais alucinados.

Leve como seus dedos tão leve como uma pluma.
A paina tão branca como neve cai sem pressa como o intervalo de sua respiração.
Uma alma abraçando a outra duas vidas unidas como as mãos e a luva.
Raios do sol tentando penetrar entre as nuvens e entre os galhos da paineira me enchendo de inspiração.

Então logo meu corpo se fortalece.
O dia nasce e minha esperança cresce.
De que um dia meus sonhos serão os seus.
E assim estará Lá a esperar.
A paineira firme e robusta em seu devido lugar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário